domingo, 25 de maio de 2008

...

É a ansiedade que me mata;

A vontade pelo que não sei;

O medo da espera,

O medo de ela parar;

É crer no que não sei,

É crer no eu penso;

Este pensamento que anseia,

Que me mata;

Se ausência também é presença,

É essa presença que me agonia,

É este saber sem certeza,

A certeza do inesperado,

Que espero,

Me anseia;

E eu?

Morrendo.

4 comentários:

L.T. disse...

morrendo não!
e achei essa tua poesia muito boa, e com capacidade de englobar o que todo mundo sente um pouco. não sabia destes teus dotes...

ah, temos sim que bater muito papo. mas esse findi nao dá pq eu vou conhecer a sogra. mas pro outro vamos nos ver com certeza. teus ensaios são no sábado agora?

Psiconauta João disse...

Li como alguém que se depara com o seu reflexo diante de um espelho qualquer...

Tuas palavras mexeram comigo...

Mas o que mudou?

Bjo...e valeu ter ligado. Me fez bem.

Matheus Caneda disse...

bom acho que vc resumiu a vida...
e no fim a morte como o principal...
depois de tantas esperas, agonias, felicidade e momentos vem a morte...
e depois?
depois mais nada...
tudo isso pra nada?
ou temos explicaçoes viaveis para o depois da morte?
acho que o ponto final em morrendo é tudo.

bju menina...esta otimo teu blog!

Anônimo disse...

Tá bonito o texto.

"Morrendo" é ótimo, afinal, o que a gente está fazendo seja acordado ou dormindo? Mais morrendo do que vivendo.