domingo, 29 de junho de 2008

Pequenas passagens

Os últimos dias foram interessantes... Abaixo melhores passagens:

Destino: Funhouse, para quem sabe onde fica ou tem o endereço ótimo, para quem não sabe, acaba chegando no Madrigal.

Foi assim que a Fê e eu tentamos achar a fonhouse. Paramos em qualquer uma das casas da Farrapos e perguntamos aos seguranças, eles não tinham idéia do que estávamos procurando; Mas, de forma discreta, nos convidaram para entrar.

No fim, encontramos o lugar.

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Atípico, essa é a melhor descrição daquele sábado. Tinha tudo pra ser terrível e foi ótimo. Era o que eu “nunca” faria, e fiz e foi muito legal. Fica aquela sensação de “o mundo é realmente mais do que eu conheço”, vamos conhecê-lo!!!!

...

Fim de carreira? Acho que não. Foi outra forma de ver o que já conhecíamos. Angustia, ansiedade, garra, fúria. E gritamos e sofremos e pulamos. De olho nos lances, Fê e eu, torcendo, levando com os gritos... comendo o mini “x” de pé!

Empate, mas com gosto de vitória! Vamos tricolor!!!!

domingo, 22 de junho de 2008

Domingos

Hoje é outro domingo daqueles. Daqueles que não sei o que fazer, o que dizer. Daqueles que fico ansiosa, que fico com medo, que fico na dúvida.

Queria hoje ligar para várias pessoas e dizer que lhes amo, que me deixaram triste, que me sinto mal em relação a elas.

Queria hoje ficar em casa dormindo e esquecer que o dia lá fora está lindo.

Queria hoje sair e não voltar, ir a todos os lugares legais, todos os lugares que me fazem bem.

Queria hoje que o dia não terminasse, que o dia não começasse.

Hoje é outro domingo daqueles. Daqueles que fico sensível, que fico furiosa, que fico estranha.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Casos Extraordinários

Acabaram, as semanas de conflito, estresse e preocupação. Talvez não tenha ocorrido tudo como deveria, mas quem vai saber?
No balanço final, acho que sai no lucro: Muitas palmas, muitos elogios, muitos sorrisos. Isso supera todos os gritos, dias de sono perdido, dias de dor de estomago.

Dizer que estou pronta para outra é gostar de estar mal. Mas que venham as próximas, afinal, estou mais forte, mas experiente.

Obrigada a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram. A ajuda muitas vezes só é percebida no fim, porque já estamos mais calmos para avaliar. Obrigada.

Acabou, mas ainda tenho aquela sensação que tudo é chato, ou melhor, depois de alguns momentos únicos, os outros em relação a estes são chatos. Da vontade de não sair do sofá, não levantar da grama.

Obs: O Extraordinário está em ver como a vida se desenrola; ou como desenrolamos a vida.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Lembrancinhas

A chuva não pára, e isso faz um ter muitas lembranças. Dias de chuva me lembram os domingos de sol da minha infância. Aquela infância onde tudo é gostoso, minha infância dos 4 aos 6 anos.

Eu lembro que não precisava de despertador, quando começava o Globo Rural eu estava saindo da cama. Levantava correndo, só para me jogar no sofá com meu pai e ver os bichinhos. Era gostoso o beijo da minha mãe perguntando se eu tinha dormido bem.

Gostoso também era o cheirinho do café passado, e minha mãe perguntando para o meu pai e eu se queríamos omeletes. Ah, a omelete da minha mãe, nossa, uma delicia!!! A resposta era sempre a mesma, em coro, SIM! E eu ficava ali, vendo os bichinhos com meu pai esperando as delicias da minha mãe.

Café na mesa, só então minha mãe chamava meu irmão. Ele sempre perdia a melhor parte. O cheiro, a espera, os bichinhos. Café acabado começa os preparativos do dia. O que teríamos de almoço, o que faríamos à tarde.

A chuva me lembra domingos os domingos de sol da minha infância. Deve ser por que agora eu acordo com 5 toques de despertador, não tenho um colo para me jogar e ver os bichinhos, muito menos alguém para fazer omeletes. Ficou a melhor parte de tudo, ainda que hoje não seja igual. Ainda tenho em mim os cheiros, as esperas, os bichinhos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Só queria um momento para chorar,

Ou um minuto para gritar, bem forte.

Preciso expurgar o mal que há em mim,

Mal estar, mal sentir.

O mais difícil em ser forte é ser o tempo todo.

Levei uma vida pensando que precisava ser algo,

Escolhi ser o que os outros precisam,

Escolhi ser a força.

Que pretensão.

Nem sempre somos a força dos outros,

Nem sempre seremos a força dos outros.

Por vezes serei a minha, por vezes só não serei a minha.

A força, a troca.

Te dou a força tu me da tua angustia,

Aceito agradecida,

Tua angustia será em mim força.

E assim começa o ciclo,

Que para os outros não dói,

Em mim, também não mais.

Força, troca, angustia, dor...

Antes normal, antes minha escolha,

Hoje acho que perdi o dom de transformar,

A angustia não transformo mais em força,

Porém continuo tentando dá-la aos outros.

Em mim dói...

Se esse choro saísse, se eu pudesse gritar,

Mas nem isso, já não tenho mais forças,

Não comigo,

Não como antes...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mais palavras, menos sentidos

Diferente para que toca, diferente para quem sente.

Quem toca descobre, pesquisa, cada porção, cada milímetro.

Quem sente recebe, transmite, o que sente, o quer sentir.

Quem toca não sabe o que poderá encontrar, mas aceita o que é oferecido.

Quem sente não sabe a intensidade, mas troca o que puder oferecer.

Quando for tocar, toque como se fosse inofensivo,

Toque como se fosse a melhor coisa que já tocou.

Quando sentir, sinta com o coração,

Sinta de olhos fechados e surpreenda-se.

Toque, seu amigos, sua família, seus amores,

Toque suas almas, seus corações, toque-os por inteiro.

Sinta, com o coração, sinta com a alma, com emoção,

Sinta o que lhe é oferecido, retribua de forma límpida.

A diferença de tocar e sentir estão no doador e receptor.

A intenção de quem toca e de quem recebe.

A diferença acaba quando se encontram,

Tornam-se um,

Ao fim, difícil dizer quem eramos no inicio.



Obs: Nisso que deu Fê, pediu para eu continuar, ta ai!