sábado, 13 de setembro de 2008

Manutenção


Por alguma razão faz quase um mês que não escrevo. Os motivos podem ser vários, ou nenhum. Pode ser por eu ter tido muitos trabalho, por ter dormido muito, por eu ter saído muito de casa, por ter feito nada. Assim como para outros assuntos, não sei por que não escrevi.

Eu sempre quis saber por que nunca disse aquela frase marcante, por que não fiz aquele trabalho importante, por que não liguei para quem tinha saudade, por que não disse o que era preciso, por que não fiz o que era esperado.

Não tenho respostas para muitas perguntas. Não sei se gostaria de tê-las. Quando se sabe pouco não se espera muito. Quando sabemos pouco não é importante saber o que perdemos. Saber muito gera muitas perguntas, ou nos dá muitas respostas. Algumas respostas são menos fantasiosas, são menos agradáveis, são diferentes do que pensamos.

Gosto de ser curiosa e imaginativa. Prefiro me perguntar todos os dias por que não fiz algo, e por que o fiz, do que sempre ter a resposta para as coisas.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Apaguei as duas linhas que havia escrito. Tenho outra coisa em mente.

Lembro-me do dia que passei deitada na grama, um leve manto colorido nos separava. A posição não lembro, mas era tão confortável que parecia que poderia ficar assim o dia todo. Aos poucos aquela música se aproximou, meu corpo foi tomado de um impulso e começou a dançar, sem sair de onde estava. A música era leve e parecia misturar-se ao vento. O corpo se movia, ora como a música, ora como vento. Os olhos, que quando estavam abertos, olhavam o céu e viam que as nuvens também se moviam, não com o vento, mas com a música. Os olhos se fecham.

Não estou mais deitada na grama, já estou de pé, a música está mais alta. O vento mais forte. A dança toma conta do meu corpo, não há parte que não se manifeste. Já não é mais dia, o sol deu lugar a lua mas as chamas ao chão iluminam o gramado. As poucas nuvens movimentam-se de forma imperceptível. Os elementos entram em contato com o corpo, a música é bela. O manto colorido também dança, agita-se, faz parte da atmosfera. Os olhos abrem.

Lembro que passei o dia deitada na grama, com um leve manto colorido nos separando. A posição não lembro, mas era tão confortável que fez eu ficar assim o dia todo. Aos poucos perdi a noção do meu corpo, deixei o ambiente me envolver, e ele me envolvia. Os olhos lutavam, tentavam ver, só viam as nuvens, que se moviam com o vento.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

As passagens

Das minhas ultimas passagens nenhuma publicável.

Ainda assim não deixarei de contar um pensamento, um poema, um sonho. Estes sim ultimamente são muitos. Sonhar é bom, não simplesmente por que é, mas por que alimenta a esperança. Ela pode ser a ultima que morre, mas a minha não morrerá de fome.

Nestas viagens de pensar em ir embora, de pensar em fazer muito, de pensar e pensar muito, tenho feito algo. Algo além de pensar. Já começo a sentir concreto dentro mim os sentimentos de viabilidade. Já estou longe, ainda que não tenha saído do lugar.

Nestas palavras que nada revelam digo que uma coisa é certa: Estou indo embora, estou mudando e isso me faz bem.

sábado, 19 de julho de 2008

Ela e a casa

No som a música que toca pouco, já foi sucesso, já foi hit.

Na mesa sobras, restos, do que foi boa comida, do que alimentou.

Na cama os travesseiros, o edredom, frios, apenas perfumados.

No banheiro o cheiro de banho, o vapor, o piso molhado.

No espelho marcas de mãos, marcas de pele...

Na sala os móveis, apenas almofadas fora do lugar, e uma fina camada de pó.

É como se a casa fosse habitada, como fosse viva, como se fosse...

É como se a vida fosse continua, como se a vida continuasse.

Não procure pela casa, não vai encontrá-la.

Procure mais longe e poderá ver quem tem esta vida.

Da casa ela nada leva, da casa ela nada tem. Dela a casa só tem lembranças.

Vivem de protocooperação. Ainda que não vivam. Ainda que em suas almas seja uma relação de mutualismo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A despedida, logo não vou.

Hoje foi minha despedida de Porto Alegre, não sei para onde vou, mas sinto-me na obrigação de ir para algum lugar. Consegui encontrar amigas que eu sei qual o último lugar que fomos juntas, mas não sei quando foi isso. Como sempre sem máquinas, sem registros. Fiquei feliz de saber que, se eu realmente fosse para algum lugar, veria todas elas.

Não vou para o destino inicial, deve ser melhor assim. Depois de tantas incertezas, depois de tantas certezas sei que o resolvido de hoje, mesmo não sendo feliz, é o melhor. Melhor para quem? Acho que para meu pai, era visível sua preocupação em ver o cordão umbilical, que nunca existiu, se esticar tanto. Melhor para meu irmão, este vai poder sentir um abraço de saudosos três meses sem vê-lo, quem diria... Melhor para a minha tia/dinda, não me sentiria bem em ir embora sem abraçá-la. Melhor para a minha mãe, que vai poder respirar melhor e dizer que no fundo ela sabia que eu não ia (ela sempre sabe).

Os dias normalmente valem alguma coisa. O dia de hoje foi especial. Eu dei um abraço carinhoso e cheio de felicidade na Naiara, queria que ela estivesse na despedida, mas tudo bem. Passei horas maravilhosas com alguns amores da minha vida. Sou muito feliz ao lado da Priscila, da Bruna, da Luciana e da Helena... só eu sei. Tenho tido a felicidade de passar meu dia ao lado da minha irmãzinha Fê, e saber que ela existe me basta. Café na cama... ah minha mãe não existe, ela faz parte do que eu desejo só pra mim; Tive direito a suco de bergamota J.

Poderia passar escrevendo, mas não quero contar tudo, nem poderia. Aos momentos ruins de hoje, sei que amanha será melhor, mesmo que apenas para mim!

sábado, 12 de julho de 2008

Luci canta Lulu

Apenas Mais Uma De Amor

Lulu Santos

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu digo vai doer...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber


Obs: Eu consigo ser tão idiota as vezes.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Tem coisas que realmente não mudam e não vão mudar.

Certas coisas precisam acontecer, e elas acontecem. Se não for na primeira volta será na segunda ou serão tantas quantas necessárias.

É mais difícil ver o que é preciso ser feito quando negamos as necessidades. E negamos...

Eu nego que sou fraca, você nega que mente. Não preciso ser forte e você não precisa de outra verdade.

E se eu não fizer nada? Se por um momento, ou uma vida, eu conseguir ser como querem, ou ser o que não quero ser?

E se eu não fizer o que devo fazer? Se por alguns minutos, ou por todos que me restam, eu fizer só que me parece bom?

Tem coisas que não mudam, mas posso fazer que sejam mais rápidas ou não. Posso decidir se quero agora ou depois.

Posso passar a vida fazendo dela “o ciclo sem fim” ou fazendo dela minha diversão.

domingo, 29 de junho de 2008

Pequenas passagens

Os últimos dias foram interessantes... Abaixo melhores passagens:

Destino: Funhouse, para quem sabe onde fica ou tem o endereço ótimo, para quem não sabe, acaba chegando no Madrigal.

Foi assim que a Fê e eu tentamos achar a fonhouse. Paramos em qualquer uma das casas da Farrapos e perguntamos aos seguranças, eles não tinham idéia do que estávamos procurando; Mas, de forma discreta, nos convidaram para entrar.

No fim, encontramos o lugar.

...

Atípico, essa é a melhor descrição daquele sábado. Tinha tudo pra ser terrível e foi ótimo. Era o que eu “nunca” faria, e fiz e foi muito legal. Fica aquela sensação de “o mundo é realmente mais do que eu conheço”, vamos conhecê-lo!!!!

...

Fim de carreira? Acho que não. Foi outra forma de ver o que já conhecíamos. Angustia, ansiedade, garra, fúria. E gritamos e sofremos e pulamos. De olho nos lances, Fê e eu, torcendo, levando com os gritos... comendo o mini “x” de pé!

Empate, mas com gosto de vitória! Vamos tricolor!!!!

domingo, 22 de junho de 2008

Domingos

Hoje é outro domingo daqueles. Daqueles que não sei o que fazer, o que dizer. Daqueles que fico ansiosa, que fico com medo, que fico na dúvida.

Queria hoje ligar para várias pessoas e dizer que lhes amo, que me deixaram triste, que me sinto mal em relação a elas.

Queria hoje ficar em casa dormindo e esquecer que o dia lá fora está lindo.

Queria hoje sair e não voltar, ir a todos os lugares legais, todos os lugares que me fazem bem.

Queria hoje que o dia não terminasse, que o dia não começasse.

Hoje é outro domingo daqueles. Daqueles que fico sensível, que fico furiosa, que fico estranha.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Casos Extraordinários

Acabaram, as semanas de conflito, estresse e preocupação. Talvez não tenha ocorrido tudo como deveria, mas quem vai saber?
No balanço final, acho que sai no lucro: Muitas palmas, muitos elogios, muitos sorrisos. Isso supera todos os gritos, dias de sono perdido, dias de dor de estomago.

Dizer que estou pronta para outra é gostar de estar mal. Mas que venham as próximas, afinal, estou mais forte, mas experiente.

Obrigada a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram. A ajuda muitas vezes só é percebida no fim, porque já estamos mais calmos para avaliar. Obrigada.

Acabou, mas ainda tenho aquela sensação que tudo é chato, ou melhor, depois de alguns momentos únicos, os outros em relação a estes são chatos. Da vontade de não sair do sofá, não levantar da grama.

Obs: O Extraordinário está em ver como a vida se desenrola; ou como desenrolamos a vida.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Lembrancinhas

A chuva não pára, e isso faz um ter muitas lembranças. Dias de chuva me lembram os domingos de sol da minha infância. Aquela infância onde tudo é gostoso, minha infância dos 4 aos 6 anos.

Eu lembro que não precisava de despertador, quando começava o Globo Rural eu estava saindo da cama. Levantava correndo, só para me jogar no sofá com meu pai e ver os bichinhos. Era gostoso o beijo da minha mãe perguntando se eu tinha dormido bem.

Gostoso também era o cheirinho do café passado, e minha mãe perguntando para o meu pai e eu se queríamos omeletes. Ah, a omelete da minha mãe, nossa, uma delicia!!! A resposta era sempre a mesma, em coro, SIM! E eu ficava ali, vendo os bichinhos com meu pai esperando as delicias da minha mãe.

Café na mesa, só então minha mãe chamava meu irmão. Ele sempre perdia a melhor parte. O cheiro, a espera, os bichinhos. Café acabado começa os preparativos do dia. O que teríamos de almoço, o que faríamos à tarde.

A chuva me lembra domingos os domingos de sol da minha infância. Deve ser por que agora eu acordo com 5 toques de despertador, não tenho um colo para me jogar e ver os bichinhos, muito menos alguém para fazer omeletes. Ficou a melhor parte de tudo, ainda que hoje não seja igual. Ainda tenho em mim os cheiros, as esperas, os bichinhos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Só queria um momento para chorar,

Ou um minuto para gritar, bem forte.

Preciso expurgar o mal que há em mim,

Mal estar, mal sentir.

O mais difícil em ser forte é ser o tempo todo.

Levei uma vida pensando que precisava ser algo,

Escolhi ser o que os outros precisam,

Escolhi ser a força.

Que pretensão.

Nem sempre somos a força dos outros,

Nem sempre seremos a força dos outros.

Por vezes serei a minha, por vezes só não serei a minha.

A força, a troca.

Te dou a força tu me da tua angustia,

Aceito agradecida,

Tua angustia será em mim força.

E assim começa o ciclo,

Que para os outros não dói,

Em mim, também não mais.

Força, troca, angustia, dor...

Antes normal, antes minha escolha,

Hoje acho que perdi o dom de transformar,

A angustia não transformo mais em força,

Porém continuo tentando dá-la aos outros.

Em mim dói...

Se esse choro saísse, se eu pudesse gritar,

Mas nem isso, já não tenho mais forças,

Não comigo,

Não como antes...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mais palavras, menos sentidos

Diferente para que toca, diferente para quem sente.

Quem toca descobre, pesquisa, cada porção, cada milímetro.

Quem sente recebe, transmite, o que sente, o quer sentir.

Quem toca não sabe o que poderá encontrar, mas aceita o que é oferecido.

Quem sente não sabe a intensidade, mas troca o que puder oferecer.

Quando for tocar, toque como se fosse inofensivo,

Toque como se fosse a melhor coisa que já tocou.

Quando sentir, sinta com o coração,

Sinta de olhos fechados e surpreenda-se.

Toque, seu amigos, sua família, seus amores,

Toque suas almas, seus corações, toque-os por inteiro.

Sinta, com o coração, sinta com a alma, com emoção,

Sinta o que lhe é oferecido, retribua de forma límpida.

A diferença de tocar e sentir estão no doador e receptor.

A intenção de quem toca e de quem recebe.

A diferença acaba quando se encontram,

Tornam-se um,

Ao fim, difícil dizer quem eramos no inicio.



Obs: Nisso que deu Fê, pediu para eu continuar, ta ai!

domingo, 25 de maio de 2008

...

É a ansiedade que me mata;

A vontade pelo que não sei;

O medo da espera,

O medo de ela parar;

É crer no que não sei,

É crer no eu penso;

Este pensamento que anseia,

Que me mata;

Se ausência também é presença,

É essa presença que me agonia,

É este saber sem certeza,

A certeza do inesperado,

Que espero,

Me anseia;

E eu?

Morrendo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mais da Mesma

Já faz algum tempo que utilizo alguns poemas para descrever o que sinto. Independente por quem são feitos, até mesmo por mim. Então aqui dois que gosto muito, mas para algumas pessoas é difícil compreender.

As Sem-Razões do Amor

de Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor

Tic-Tac

[Por Hermes Fontes]

Este Amor que afinal, é a minha vida
E que será, talvez, a minha morte,
Amor que me acalora e me intimida,
Que me põe fraco quanto me põe forte;
Este Amor, que é um broquel e é uma ferida,
Vai decidir, por fim, a minha sorte.

(...)

sábado, 10 de maio de 2008

Coisas que só acontecem comigo. Parte II

Abaixo conversa verídica e não modificada, nem a gramática, que tive com um amigo por MSN.

gui diz:

joia?

----> Luci <---- diz:

oi

----> Luci <---- diz:

tudo certo e contigo?

gui diz:

tudo ok

gui diz:

tu sempre na corria

----> Luci <---- diz:

sempre

----> Luci <---- diz:

ja começo a achar q gosto

gui diz:

eu sei

gui diz:

me diz uma coisa

----> Luci <---- diz:

digo

gui diz:

vc é muito timida?

----> Luci <---- diz:

não muito

----> Luci <---- diz:

pq?

gui diz:

pq eu estou procurando modelos

----> Luci <---- diz:

q legal.... mas se for modelo nu ou semi nu sou muito timida

----> Luci <---- diz:

huahauhauahuahauahuah

gui diz:

rsr

gui diz:

a gente pode tentar

----> Luci <---- diz:

???

gui diz:

assim

gui diz:

no caso vai ser dificil vc estar sozinha

----> Luci <---- diz:

mas é nu q tu precisa?

6ui diz:

sim

6ui diz:

mas se nao der

----> Luci <---- diz:

ai, desculpa

----> Luci <---- diz:

mas não dá

----> Luci <---- diz:

hehehehe

6ui diz:

mas

6ui diz:

espera

6ui diz:

bom

6ui diz:

a a gente pode te caracterisa

----> Luci <---- diz:

?????

6ui diz:

qero dizer te vestir

6ui diz:

o principal seria q posasse

----> Luci <---- diz:

hummm

6ui diz:

pode ser vestida

----> Luci <---- diz:

isso naum tem problema,desde que eu esteja bem vestidinha

----> Luci <---- diz:

hahahahahahahah

6ui diz:

ok

6ui diz:

e´ q o teu tipo é bem peculhar

----> Luci <---- diz:

como assim?

6ui diz:

assim peqenina

6ui diz:

e com olhos singulares

----> Luci <---- diz:

ah, entendi.... por isso quero manter assim, só na imaginação dos outros

----> Luci <---- diz:

hehehehehe

6ui diz:

acho q seria uma boa modelo

----> Luci <---- diz:

obrigada.....

----> Luci <---- diz:

vestidinha tudo bem

6ui diz:

certo

----> Luci <---- diz:

;)

6ui diz:

ok

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A minha Mãe

Não chegamos ainda no dia das mães, mas já começo minha homenagem. Acho que a maioria das minhas histórias tem ligação com minha mãe. Minha mãe é uma pérola ambulante, não só por ser extremamente especial, mas pelas coisas que diz. A ligação é resumida por ela criar situações incríveis.

Hoje vou contar dois diálogos incríveis da minha mãe.

1° O grande dia.

Estava na sala minha mãe e a filha que ela adotou, a mais comilona. Lembrei de contar a novidade do ano. Fui correndo cortei o assunto e comecei:

- Adivinhem o que aconteceu, é uma coisa muito boa, boa mesmo, faz um ano que eu esperava por esse dia??!!!

- Dá uma dica. Disse a minha amiga

Em um grito louco, que todo prédio deve ter escutado minha mãe diz:

- Um namorado!!!!!

HAHAHAHAHAHA, e um olhar maligno.

- Não mãe, isso não estou a procura. É uma coisa que começa com F.

Outro grito.

- Férias!!!!!!

HAHAHAHAHAHAH, um olhar decepcionado.

- Não mãe, estou desempregada. É a Fé que está voltando.

2º O padre das bexigas.

Mãe no banheiro escovando os dentes, eu no quarto, resolvo perguntar:

- Mãe, está sabendo do padre das bexigas?

- Que padre?? (Seria ela tão alienada?)

- Aquele que resolveu voar com os balões.

- A sei sim, acharam ele?

- Acharam em um campo... (sem deixar eu terminar)

- Vivo??

- Não, todo coitado, em vários pedaços.

- E ele se machucou muito?

- HAHAHAHAHA, o suficiente para morrer.

Minha mãe é uma comédia, não, uma pérola isso sim.

domingo, 27 de abril de 2008

A Praça


Pra quem ainda não sabe, a praça da alfândega é lugar de prostituição. Engana-se quem pensa, como eu pensava, que são duas ou três, elas são várias. Poucas cores e sabores, todas muito parecidas: Mais velhas, pouco acima do peso, rostos sofridos, roupas patéticas.

Sexta-Feira, 14hs, inicia a maratona ao oficio. Fomos minha amiga e eu ao centro buscar o famoso oficio esperado há um mês. Não estava pronto. Aproveitamos para ver a exposição sobre a Anne Frank, muitas pessoas, tudo bonito. Resolvemos tomar um café próximo ao local de onde estaria o oficio em poucas horas. Não há comentários sobre o café por que aquilo não era um café, fomos enganadas e recebemos a micro porção, isso que acontece quando você pede leite vaporizado naquele lugar.

Eram 16 horas quando resolvemos ligar para saber do tal oficio. Resposta terrível, mais duas horas de espera. Acho que fiquei tão furiosa que perdi o juízo.

- Vamos sentar aqui na praça (da alfândega). Tem algumas prostitutas, mas aquele banco está bem ensolarado e está na frente do museu. Acho que não tem problema.

Mal sentamos e uma das “moças” sentou-se no banco ao lado, acho que ficou com medo de roubarmos seus clientes. Ficamos falando sobre o oficio e os resultados que ele traria. Primeiro susto: passa um senhor de aproximados 70 anos e dá dinheiro para a “moça”, cutuquei minha amiga, que super discreta ficou olhando toda a cena. O senhor foi embora e nada aconteceu.

- Ah, vai ver que ele tem pena dela e veio trazer um dinheiro.

- Luci, não seja ingênua, ele veio pagar o que devia.

Mais diálogos absurdos sobre o oficio e o principal diálogo do dia:

- Estou me sentindo muito inútil.

Diz minha amiga. Neste momento aproxima-se um homem que passava pela praça.

- Mas ninguém pode dizer que não estamos trabalhando.

Olhar de surpresa do homem para nós.

Depois dessa frase, tive mais cuidado com o que dizia, mas ficamos até às 18hs lá esperando um oficio que não apareceu.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Da série coisas que só acontecem comigo


Estava eu em um dos pedaços do paraíso, mas neste dia estava chovendo, ventando e estava frio. Fui para a academia, aquela cena constrangedora, tinha dois caras lá, malhando, ficando mais forte, e eu querendo passar o tempo. Não me intimidei muito, fiquei lá utilizando os aparelhos que conhecia. Odeio música de academia, sempre tão felizes e motivadoras. Durante as contagens ficava pensando na programação da noite e essas coisa que se pensa quando estamos contando. Um dos caras foi embora.

Já tinha feito alguns exercícios quando sentei em um aparelho que me deixou de frente para o cara que sobrou. Na pausa da contagem ele parou e ficou me olhando, me perdi na conta e parei. Aqui começa um dos diálogos mais toscos que já tive. Aquele silêncio, minha simpatia falou mais alto e falei a seguinte frase:

- Bem que poderia ter um aparelho de remada.

- ¿ ?

Ele era argentino, não entendeu o que eu disse e eu fiquei nervosa e me enrolei mais. Segui tentando explicar, mas ele entendeu que eu praticava remo. Deixamos este assunto de lado e ficamos tentando nos comunicar, eu disse que dançava, que gostaria que ele fosse assistir, aquela propaganda toda. Ele me contou que era escritor, ou poeta, lembrei da apresentação dele na noite anterior. Tudo certo, até eu dizer que era de Porto Alegre, e tem o Guaíba, pôr-do-sol; Ele, com aquele sotaque lindo, perguntou se era no Guaíba que eu praticava remo. Depois de algumas tentativas de não, respondi que sim.

Saímos da sala e encontramos a esposa dele, ele me apresentou dizendo que eu dançava e praticava remo. Ia dizer o quê, ele quis acreditar nisso.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pense positivo!!!


Tem coisas que acontecem como tem que acontecer. Acredito em força do pensamento, acredito mesmo, não é por menos que muitos ouvem eu dizer: pensa positivo!
Naquela manhã não havia muitos pensamentos positivos na minha mente, mas era preciso ser forte. As 7:30 eu chorei pela primeira vez, nunca carreguei uma mala com tanto pesar. Entramos no táxi, e foi difícil conseguir táxi, sentei atrás. Não havia palavras para serem ditas, as mãos dadas diziam tudo. Quando consegui dizer algo, foi sobre o tempo, ou algo do tipo. O taxista já não suportando o momento tenso ligou o rádio, chorei pela segunda vez, como poderia tocar justamente a música que na mesma manhã entreguei a ela.
- “Não chora, assim vou chorar também.”
Chegamos. Os pensamentos continuavam longe de positivos, mas tudo estava dando certo. Esperamos por uma hora, cheguei a pensar que nada mudaria. Mais pessoas chegavam, mais eu ficava triste. Um desespero tomou conta de mim quando percebi que minhas mãos não estavam mais junto as dela.
Pela terceira vez, e continua por uma hora, chorei. Não consegui dizer nada além do que já havia tido. Chorava por ser a única a chorar, por ser abandonada, por perder meu chão. Pensamentos positivos inexistentes. Por mais uma hora fiquei lá, vendo o que aconteceria. Nada aconteceu.
Faltam 12 dias para o pensamento daquele dia acontecer, valeu a pena esperar.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Motivos

1º- Todo mundo tem um blog, eu não tinha. Não sei o que vou fazer agora que tenho.
2º - Nossa vida é um livro, aqui está a minha. Dedicado a Kelly.
3º- Vou ter mais uma atividade nas horas vagas!!!


Beijos Amiguinho, começa aqui coisas que só acontecem comigo!