quinta-feira, 23 de julho de 2009
Memórias
sábado, 25 de abril de 2009
Suspiros
ainda que ninguém leia mais,
eu ainda penso,
eu ainda crio,
eu ainda escrevo.
Obs: Quem sabe estou voltando.
sábado, 13 de setembro de 2008
Manutenção

Por alguma razão faz quase um mês que não escrevo. Os motivos podem ser vários, ou nenhum. Pode ser por eu ter tido muitos trabalho, por ter dormido muito, por eu ter saído muito de casa, por ter feito nada. Assim como para outros assuntos, não sei por que não escrevi.
Eu sempre quis saber por que nunca disse aquela frase marcante, por que não fiz aquele trabalho importante, por que não liguei para quem tinha saudade, por que não disse o que era preciso, por que não fiz o que era esperado.
Não tenho respostas para muitas perguntas. Não sei se gostaria de tê-las. Quando se sabe pouco não se espera muito. Quando sabemos pouco não é importante saber o que perdemos. Saber muito gera muitas perguntas, ou nos dá muitas respostas. Algumas respostas são menos fantasiosas, são menos agradáveis, são diferentes do que pensamos.
Gosto de ser curiosa e imaginativa. Prefiro me perguntar todos os dias por que não fiz algo, e por que o fiz, do que sempre ter a resposta para as coisas.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Apaguei as duas linhas que havia escrito. Tenho outra coisa em mente.
Lembro-me do dia que passei deitada na grama, um leve manto colorido nos separava. A posição não lembro, mas era tão confortável que parecia que poderia ficar assim o dia todo. Aos poucos aquela música se aproximou, meu corpo foi tomado de um impulso e começou a dançar, sem sair de onde estava. A música era leve e parecia misturar-se ao vento. O corpo se movia, ora como a música, ora como vento. Os olhos, que quando estavam abertos, olhavam o céu e viam que as nuvens também se moviam, não com o vento, mas com a música. Os olhos se fecham.
Não estou mais deitada na grama, já estou de pé, a música está mais alta. O vento mais forte. A dança toma conta do meu corpo, não há parte que não se manifeste. Já não é mais dia, o sol deu lugar a lua mas as chamas ao chão iluminam o gramado. As poucas nuvens movimentam-se de forma imperceptível. Os elementos entram em contato com o corpo, a música é bela. O manto colorido também dança, agita-se, faz parte da atmosfera. Os olhos abrem.
Lembro que passei o dia deitada na grama, com um leve manto colorido nos separando. A posição não lembro, mas era tão confortável que fez eu ficar assim o dia todo. Aos poucos perdi a noção do meu corpo, deixei o ambiente me envolver, e ele me envolvia. Os olhos lutavam, tentavam ver, só viam as nuvens, que se moviam com o vento.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
As passagens
Das minhas ultimas passagens nenhuma publicável.
Ainda assim não deixarei de contar um pensamento, um poema, um sonho. Estes sim ultimamente são muitos. Sonhar é bom, não simplesmente por que é, mas por que alimenta a esperança. Ela pode ser a ultima que morre, mas a minha não morrerá de fome.
Nestas viagens de pensar em ir embora, de pensar em fazer muito, de pensar e pensar muito, tenho feito algo. Algo além de pensar. Já começo a sentir concreto dentro mim os sentimentos de viabilidade. Já estou longe, ainda que não tenha saído do lugar.
Nestas palavras que nada revelam digo que uma coisa é certa: Estou indo embora, estou mudando e isso me faz bem.
sábado, 19 de julho de 2008
Ela e a casa
No som a música que toca pouco, já foi sucesso, já foi hit.
Na mesa sobras, restos, do que foi boa comida, do que alimentou.
Na cama os travesseiros, o edredom, frios, apenas perfumados.
No banheiro o cheiro de banho, o vapor, o piso molhado.
No espelho marcas de mãos, marcas de pele...
Na sala os móveis, apenas almofadas fora do lugar, e uma fina camada de pó.
É como se a casa fosse habitada, como fosse viva, como se fosse...
É como se a vida fosse continua, como se a vida continuasse.
Não procure pela casa, não vai encontrá-la.
Procure mais longe e poderá ver quem tem esta vida.
Da casa ela nada leva, da casa ela nada tem. Dela a casa só tem lembranças.
Vivem de protocooperação. Ainda que não vivam. Ainda que em suas almas seja uma relação de mutualismo.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
A despedida, logo não vou.
Hoje foi minha despedida de Porto Alegre, não sei para onde vou, mas sinto-me na obrigação de ir para algum lugar. Consegui encontrar amigas que eu sei qual o último lugar que fomos juntas, mas não sei quando foi isso. Como sempre sem máquinas, sem registros. Fiquei feliz de saber que, se eu realmente fosse para algum lugar, veria todas elas.
Não vou para o destino inicial, deve ser melhor assim. Depois de tantas incertezas, depois de tantas certezas sei que o resolvido de hoje, mesmo não sendo feliz, é o melhor. Melhor para quem? Acho que para meu pai, era visível sua preocupação em ver o cordão umbilical, que nunca existiu, se esticar tanto. Melhor para meu irmão, este vai poder sentir um abraço de saudosos três meses sem vê-lo, quem diria... Melhor para a minha tia/dinda, não me sentiria bem em ir embora sem abraçá-la. Melhor para a minha mãe, que vai poder respirar melhor e dizer que no fundo ela sabia que eu não ia (ela sempre sabe).
Os dias normalmente valem alguma coisa. O dia de hoje foi especial. Eu dei um abraço carinhoso e cheio de felicidade na Naiara, queria que ela estivesse na despedida, mas tudo bem. Passei horas maravilhosas com alguns amores da minha vida. Sou muito feliz ao lado da Priscila, da Bruna, da Luciana e da Helena... só eu sei. Tenho tido a felicidade de passar meu dia ao lado da minha irmãzinha Fê, e saber que ela existe me basta. Café na cama... ah minha mãe não existe, ela faz parte do que eu desejo só pra mim; Tive direito a suco de bergamota J.
Poderia passar escrevendo, mas não quero contar tudo, nem poderia. Aos momentos ruins de hoje, sei que amanha será melhor, mesmo que apenas para mim!
