sábado, 19 de julho de 2008

Ela e a casa

No som a música que toca pouco, já foi sucesso, já foi hit.

Na mesa sobras, restos, do que foi boa comida, do que alimentou.

Na cama os travesseiros, o edredom, frios, apenas perfumados.

No banheiro o cheiro de banho, o vapor, o piso molhado.

No espelho marcas de mãos, marcas de pele...

Na sala os móveis, apenas almofadas fora do lugar, e uma fina camada de pó.

É como se a casa fosse habitada, como fosse viva, como se fosse...

É como se a vida fosse continua, como se a vida continuasse.

Não procure pela casa, não vai encontrá-la.

Procure mais longe e poderá ver quem tem esta vida.

Da casa ela nada leva, da casa ela nada tem. Dela a casa só tem lembranças.

Vivem de protocooperação. Ainda que não vivam. Ainda que em suas almas seja uma relação de mutualismo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A despedida, logo não vou.

Hoje foi minha despedida de Porto Alegre, não sei para onde vou, mas sinto-me na obrigação de ir para algum lugar. Consegui encontrar amigas que eu sei qual o último lugar que fomos juntas, mas não sei quando foi isso. Como sempre sem máquinas, sem registros. Fiquei feliz de saber que, se eu realmente fosse para algum lugar, veria todas elas.

Não vou para o destino inicial, deve ser melhor assim. Depois de tantas incertezas, depois de tantas certezas sei que o resolvido de hoje, mesmo não sendo feliz, é o melhor. Melhor para quem? Acho que para meu pai, era visível sua preocupação em ver o cordão umbilical, que nunca existiu, se esticar tanto. Melhor para meu irmão, este vai poder sentir um abraço de saudosos três meses sem vê-lo, quem diria... Melhor para a minha tia/dinda, não me sentiria bem em ir embora sem abraçá-la. Melhor para a minha mãe, que vai poder respirar melhor e dizer que no fundo ela sabia que eu não ia (ela sempre sabe).

Os dias normalmente valem alguma coisa. O dia de hoje foi especial. Eu dei um abraço carinhoso e cheio de felicidade na Naiara, queria que ela estivesse na despedida, mas tudo bem. Passei horas maravilhosas com alguns amores da minha vida. Sou muito feliz ao lado da Priscila, da Bruna, da Luciana e da Helena... só eu sei. Tenho tido a felicidade de passar meu dia ao lado da minha irmãzinha Fê, e saber que ela existe me basta. Café na cama... ah minha mãe não existe, ela faz parte do que eu desejo só pra mim; Tive direito a suco de bergamota J.

Poderia passar escrevendo, mas não quero contar tudo, nem poderia. Aos momentos ruins de hoje, sei que amanha será melhor, mesmo que apenas para mim!

sábado, 12 de julho de 2008

Luci canta Lulu

Apenas Mais Uma De Amor

Lulu Santos

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu digo vai doer...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber


Obs: Eu consigo ser tão idiota as vezes.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Tem coisas que realmente não mudam e não vão mudar.

Certas coisas precisam acontecer, e elas acontecem. Se não for na primeira volta será na segunda ou serão tantas quantas necessárias.

É mais difícil ver o que é preciso ser feito quando negamos as necessidades. E negamos...

Eu nego que sou fraca, você nega que mente. Não preciso ser forte e você não precisa de outra verdade.

E se eu não fizer nada? Se por um momento, ou uma vida, eu conseguir ser como querem, ou ser o que não quero ser?

E se eu não fizer o que devo fazer? Se por alguns minutos, ou por todos que me restam, eu fizer só que me parece bom?

Tem coisas que não mudam, mas posso fazer que sejam mais rápidas ou não. Posso decidir se quero agora ou depois.

Posso passar a vida fazendo dela “o ciclo sem fim” ou fazendo dela minha diversão.