domingo, 27 de abril de 2008

A Praça


Pra quem ainda não sabe, a praça da alfândega é lugar de prostituição. Engana-se quem pensa, como eu pensava, que são duas ou três, elas são várias. Poucas cores e sabores, todas muito parecidas: Mais velhas, pouco acima do peso, rostos sofridos, roupas patéticas.

Sexta-Feira, 14hs, inicia a maratona ao oficio. Fomos minha amiga e eu ao centro buscar o famoso oficio esperado há um mês. Não estava pronto. Aproveitamos para ver a exposição sobre a Anne Frank, muitas pessoas, tudo bonito. Resolvemos tomar um café próximo ao local de onde estaria o oficio em poucas horas. Não há comentários sobre o café por que aquilo não era um café, fomos enganadas e recebemos a micro porção, isso que acontece quando você pede leite vaporizado naquele lugar.

Eram 16 horas quando resolvemos ligar para saber do tal oficio. Resposta terrível, mais duas horas de espera. Acho que fiquei tão furiosa que perdi o juízo.

- Vamos sentar aqui na praça (da alfândega). Tem algumas prostitutas, mas aquele banco está bem ensolarado e está na frente do museu. Acho que não tem problema.

Mal sentamos e uma das “moças” sentou-se no banco ao lado, acho que ficou com medo de roubarmos seus clientes. Ficamos falando sobre o oficio e os resultados que ele traria. Primeiro susto: passa um senhor de aproximados 70 anos e dá dinheiro para a “moça”, cutuquei minha amiga, que super discreta ficou olhando toda a cena. O senhor foi embora e nada aconteceu.

- Ah, vai ver que ele tem pena dela e veio trazer um dinheiro.

- Luci, não seja ingênua, ele veio pagar o que devia.

Mais diálogos absurdos sobre o oficio e o principal diálogo do dia:

- Estou me sentindo muito inútil.

Diz minha amiga. Neste momento aproxima-se um homem que passava pela praça.

- Mas ninguém pode dizer que não estamos trabalhando.

Olhar de surpresa do homem para nós.

Depois dessa frase, tive mais cuidado com o que dizia, mas ficamos até às 18hs lá esperando um oficio que não apareceu.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Da série coisas que só acontecem comigo


Estava eu em um dos pedaços do paraíso, mas neste dia estava chovendo, ventando e estava frio. Fui para a academia, aquela cena constrangedora, tinha dois caras lá, malhando, ficando mais forte, e eu querendo passar o tempo. Não me intimidei muito, fiquei lá utilizando os aparelhos que conhecia. Odeio música de academia, sempre tão felizes e motivadoras. Durante as contagens ficava pensando na programação da noite e essas coisa que se pensa quando estamos contando. Um dos caras foi embora.

Já tinha feito alguns exercícios quando sentei em um aparelho que me deixou de frente para o cara que sobrou. Na pausa da contagem ele parou e ficou me olhando, me perdi na conta e parei. Aqui começa um dos diálogos mais toscos que já tive. Aquele silêncio, minha simpatia falou mais alto e falei a seguinte frase:

- Bem que poderia ter um aparelho de remada.

- ¿ ?

Ele era argentino, não entendeu o que eu disse e eu fiquei nervosa e me enrolei mais. Segui tentando explicar, mas ele entendeu que eu praticava remo. Deixamos este assunto de lado e ficamos tentando nos comunicar, eu disse que dançava, que gostaria que ele fosse assistir, aquela propaganda toda. Ele me contou que era escritor, ou poeta, lembrei da apresentação dele na noite anterior. Tudo certo, até eu dizer que era de Porto Alegre, e tem o Guaíba, pôr-do-sol; Ele, com aquele sotaque lindo, perguntou se era no Guaíba que eu praticava remo. Depois de algumas tentativas de não, respondi que sim.

Saímos da sala e encontramos a esposa dele, ele me apresentou dizendo que eu dançava e praticava remo. Ia dizer o quê, ele quis acreditar nisso.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pense positivo!!!


Tem coisas que acontecem como tem que acontecer. Acredito em força do pensamento, acredito mesmo, não é por menos que muitos ouvem eu dizer: pensa positivo!
Naquela manhã não havia muitos pensamentos positivos na minha mente, mas era preciso ser forte. As 7:30 eu chorei pela primeira vez, nunca carreguei uma mala com tanto pesar. Entramos no táxi, e foi difícil conseguir táxi, sentei atrás. Não havia palavras para serem ditas, as mãos dadas diziam tudo. Quando consegui dizer algo, foi sobre o tempo, ou algo do tipo. O taxista já não suportando o momento tenso ligou o rádio, chorei pela segunda vez, como poderia tocar justamente a música que na mesma manhã entreguei a ela.
- “Não chora, assim vou chorar também.”
Chegamos. Os pensamentos continuavam longe de positivos, mas tudo estava dando certo. Esperamos por uma hora, cheguei a pensar que nada mudaria. Mais pessoas chegavam, mais eu ficava triste. Um desespero tomou conta de mim quando percebi que minhas mãos não estavam mais junto as dela.
Pela terceira vez, e continua por uma hora, chorei. Não consegui dizer nada além do que já havia tido. Chorava por ser a única a chorar, por ser abandonada, por perder meu chão. Pensamentos positivos inexistentes. Por mais uma hora fiquei lá, vendo o que aconteceria. Nada aconteceu.
Faltam 12 dias para o pensamento daquele dia acontecer, valeu a pena esperar.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Motivos

1º- Todo mundo tem um blog, eu não tinha. Não sei o que vou fazer agora que tenho.
2º - Nossa vida é um livro, aqui está a minha. Dedicado a Kelly.
3º- Vou ter mais uma atividade nas horas vagas!!!


Beijos Amiguinho, começa aqui coisas que só acontecem comigo!