
Já tinha feito alguns exercícios quando sentei em um aparelho que me deixou de frente para o cara que sobrou. Na pausa da contagem ele parou e ficou me olhando, me perdi na conta e parei. Aqui começa um dos diálogos mais toscos que já tive. Aquele silêncio, minha simpatia falou mais alto e falei a seguinte frase:
- Bem que poderia ter um aparelho de remada.
- ¿ ?
Ele era argentino, não entendeu o que eu disse e eu fiquei nervosa e me enrolei mais. Segui tentando explicar, mas ele entendeu que eu praticava remo. Deixamos este assunto de lado e ficamos tentando nos comunicar, eu disse que dançava, que gostaria que ele fosse assistir, aquela propaganda toda. Ele me contou que era escritor, ou poeta, lembrei da apresentação dele na noite anterior. Tudo certo, até eu dizer que era de Porto Alegre, e tem o Guaíba, pôr-do-sol; Ele, com aquele sotaque lindo, perguntou se era no Guaíba que eu praticava remo. Depois de algumas tentativas de não, respondi que sim.
Saímos da sala e encontramos a esposa dele, ele me apresentou dizendo que eu dançava e praticava remo. Ia dizer o quê, ele quis acreditar nisso.

5 comentários:
essa é uma boa história!
hahahahaha. tu queria era dar uma remada no argentino, sua sem-vergonha!
e convenhamos, esposas quebram a cara... a ainda mais de gurias que fazem remo no guaíba e dança...
Bah, que dificuldade em saber se gostou ou não do argentino.
Acho que essa foi uma ótima história que não foi.
"Estava eu " ???? mas isso é muito plágio! vou te processar!!!
o cotidiano sempre eh surpreendedor ;D
quanto ao nosso texto, tb fala sobre nós homens. É so levar na esportiva, ninguém ta ali pra sacanear n. ^^
abraços.
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